Para a produção do livro "Do Oiapoque ao Chuí, descobrindo os sabores do Brasil" recebí a ajuda de 9 chefs de cozinha que prepararam comidas regionais e cederam suas receitas para o livro. Para representar o estado de Pernambuco, o chef César Santos me recebeu em seu restaurante, o Oficina do Sabor, onde pude fazer fotos de suas preparações. Como na ocasião encontrei meu amigo Paulo, um alagoano quase legítimo, ele acabou fazendo algumas imagens da seção de fotos (sem pretensão nenhuma). As imagens não ficaram lá essas coisas, mas com uma edição, deu pra fazer um clipezinho. Espero que curtam!
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O café como financiador das artes no Brasil
O café chegou ao Brasil em 1727 trazido pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta, oriundo da Guiana Francesa, a pedido do governador do Maranhão e Grão Pará, que o enviara para lá especificamente com essa missão. Ele não imaginava que estava trazendo consigo o que viria a ser uma das mais tradicionais e importantes bebidas nacionais.
Anos mais tarde o café emergiu para a posição de produto-base da economia brasileira. Desenvolveu-se com total independência, ou seja, apenas com recursos nacionais, sendo, afinal, a primeira realização exclusivamente brasileira que visou à produção de riquezas.
Os barões do café impulsionaram o mercado de arte brasileiro. O dinheiro vindo das plantações financiou a produção de retratos, que até então era exclusividade dos senhores de engenho e da borracha. Estes estimulavam as artes ao encomendar obras para suas coleções particulares e usavam seu prestígio para que os artistas alcançassem financiamentos e bolsas para desenvolver seus estudos no exterior.
Anos mais tarde o café emergiu para a posição de produto-base da economia brasileira. Desenvolveu-se com total independência, ou seja, apenas com recursos nacionais, sendo, afinal, a primeira realização exclusivamente brasileira que visou à produção de riquezas.
Os barões do café impulsionaram o mercado de arte brasileiro. O dinheiro vindo das plantações financiou a produção de retratos, que até então era exclusividade dos senhores de engenho e da borracha. Estes estimulavam as artes ao encomendar obras para suas coleções particulares e usavam seu prestígio para que os artistas alcançassem financiamentos e bolsas para desenvolver seus estudos no exterior.
Durante seu apogeu, na década de 1850, a cidade de Vassouras ostentou o título de “maior produtora de café do mundo”. Os fazendeiros do café, antes rústicos, educavam-se, socializavam-se e suas fazendas eram ampliadas e reformadas para atender às novas necessidades e receber hóspedes ilustres vindos da Corte. Foram construídos casarios, palacetes, hotéis (que viviam repletos), joalherias, teatro e sua vida social era intensa. Vassouras chegou a ser a maior cidade com fazendeiros nobilitados, passando a ser conhecida como “Cidade dos Barões”.
Benedito Calixto de Jesus - Rampa do Porto do Bispo em Santos, 1900
Na cidade de Santos, no início do século XX, ficava o centro das negociações com café, onde foi criada a Bolsa do Café, na época, a maior praça cafeeira do planeta. Tal qualidade permitiu a criação do café tipo Santos.
Benedito Calixto de Jesus - Rampa do Porto do Bispo em Santos, 1900Na cidade de Santos, no início do século XX, ficava o centro das negociações com café, onde foi criada a Bolsa do Café, na época, a maior praça cafeeira do planeta. Tal qualidade permitiu a criação do café tipo Santos.
A mesa brasileira vista pelo olhar estrangeiro
Muitos brasileiros vêm mostrando a singularidade da alimentação nacional. São músicos, artistas plásticos e escritores que exaltam os elementos de uma alimentação tipicamente brasileira em suas obras e retratam diversas épocas da história do Brasil. Essa representação, por meio de várias formas de expressão artística, nos ilustra como esses elementos são importantes culturalmente e qual o impacto dessas obras na sociedade.
As primeiras impressões sobre o Brasil foram produzidas pelo olhar estrangeiro de viajantes, cronistas e artistas que elaboraram descrições e paisagens desta terra. Essa visão sem dúvida condicionou nosso próprio olhar, fazendo com que nosso imaginário se povoasse de cenas da vida nos trópicos herdadas dessas descrições.
As primeiras impressões sobre o Brasil foram produzidas pelo olhar estrangeiro de viajantes, cronistas e artistas que elaboraram descrições e paisagens desta terra. Essa visão sem dúvida condicionou nosso próprio olhar, fazendo com que nosso imaginário se povoasse de cenas da vida nos trópicos herdadas dessas descrições.
Jean-Baptiste Debret - O Jantar, 1834 - 1839
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